Colóquio ” Retaxo, que Necessidades Sociais?”

retaxo-que-necessidades-corrigido

No dia 21 de Março irá realizar-se no salão da Junta de Freguesia de Retaxo o colóquio “Retaxo, que Necessidades Sociais?”, e contará com oradores como Joaquim Morão (a confirmar), Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Dr. António Realinho, pela ADRACES, Idilio Dias Bicho, Presidente da Junta de Freguesia de Retaxo, e o Cónego Amândio Tomé, Presidente da Direcção do Centro Social de Santa Cruz – Cebolais de Cima. O debate iniciar-se-á pelas 21 horas e contará também com a moderação de José Luís Pires, Presidente da nossa Associação.

Colóquio “Folclore para além da Dança”


Os Ranchos Folclóricos devem preocupar-se com todas as vertentes do Folclore

“Os Ranchos Folclóricos devem ser museus vivos, que não sejam monótonos e repetitivos”, foi com esta afirmação, que Manuel Farias de Belazaima do Chão, e um dos palestrantes no Colóquio, iniciou a sua intervenção na iniciativa promovida pelo Rancho Folclórico de Retaxo no passado dia 10 de Maio. O presidente da direcção do Grupo” Os Serranos”, e que faz parte do órgão directivo da FFP, lembrou a todos que existem muitas outras formas de representação. Como exemplo, deu o trabalho que o seu grupo tem vindo a desenvolver ao longo destes anos.” Não foi fácil, mas em Folclore nada é fácil”, referiu ainda.
José Luís Adriano, coordenador do Conselho Técnico na Beira Baixa da FFP, “referiu que todos os modelos são temporais, e muitos, já estão ultrapassados. Os festivais de folclore, continuam com o mesmo modelo de há muitas décadas”. Para José Adriano, o modelo actual desta iniciativa de todos, ou quase todos, os grupos folclóricos perde em cada ano que passa cada vez mais público, pois o mesmo, afirma regularmente: “ é sempre a mesma coisa!”. Como sugestão, referiu que os grupos têm que transportar para as suas actuações, os jogos, as brincadeiras, as idas à romaria, etc.
Luís Cassapo, coordenador cultural do Inatel/Covilhã, colocou algumas questões aos presentes, nomeadamente, o que é que está na pesquisa dos grupos folclóricos, pois nas recolhas que efectuam (quando as efectuam) o que preocupa em primeiro lugar é sempre a dança. Normalmente” sabemos o que queremos, mas só nos preocupamos com a dança. Gostaria que quem não se dedica à pesquisa na totalidade, o fizesse”, referiu o técnico do Inatel.
Paulo Jerónimo, responsável do Rancho Folclórico da Boidobra, um bom exemplo no trabalho de representação dos usos e costumes da sua terra e gentes, também se debruçou sobre o tema. Para Paulo Jerónimo, o trabalho que o seu grupo desenvolve não é um “fazer por fazer”, mas sim, o culminar de muita pesquisa transportada para o palco. O folclorista da Boidobra, questionou também os presentes sobre a falta de público nos festivais de folclore (salvo algumas excepções). Para ele, isso fica a dever-se à falta de motivação, pesquisa a trabalho que os grupos, de uma forma geral, apresentam a transportam em todas as suas actuações, não cativando assim o público a assistir.
Um espaço de questões, e sugestões, incluindo a proposta para a realização anual do Festival de Folclore Concelhio, foi bem aproveitado pelos representantes dos grupos presentes. Como nota final, por parte do grupo de Retaxo, a promessa de que este tipo de iniciativas vão continuar a realizar-se.

Colóquio sobre Folclore

Ludgero Mendes, vice-presidente da Federação do Folclore Português, defendeu em Retaxo a ideia de que “ os grupos folclóricos que desenvolvem muito estudo e pesquisa, são os que estão mais próximos do correcto”. O folclorista de Santarém, que participava no Colóquio sobre Folclore realizado pela Rancho Folclórico de Retaxo, apresentou, e defendeu, algumas ideias base do que deve ser um trabalho sério por parte dos agrupamentos folclóricos, nomeadamente: a representação, o mais autêntica possível, da nossa cultura tradicional. Manuel João Barbosa, director do Jornal” Folclore” e outro dos intervenientes do Colóquio, referiu a “ imagem degradante que muitos grupos folclóricos estão a dar do nosso folclore. Em mais esta iniciativa do Rancho Folclórico de Retaxo, que contou com os apoios da Delegação do INATEL/ Covilhã, Federação do Folclore Português e respectivo Conselho Técnico Regional, Jornal” Folclore” e Associação” Alto Tejo”, marcaram presença diversos agrupamentos folclóricos do distrito que salientaram a necessidade de mais iniciativas deste tipo.